sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Carta dos dissidentes cubanos a Lula

Havana, 21 de fevereiro de 2010

Sr. Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente

República Federativa do Brasil

Estimado Sr. Presidente:

Ao tomar conhecimento de sua próxima visita a Cuba, integrantes dos 75 prisioneiros de consciência, injustamente condenados duramente na Primavera de 2003, abaixo-assinantes, nos dirigimos ao Sr. para solicitar-lhe que nas conversações que manterá com os máximos representantes do governo cubano, contemple nossa situação e a dos demais prisioneiros políticos pacíficos cubanos, e advogue por nossa libertação. Igualmente aspiramos a que o Sr. se interesse pelo prisioneiro de consciência Orlando Zapata Tamayo, que desde dezembro vem mantendo uma greve de fome para reclamar seus direitos e hoje encontra-se em condições de saúde perigosas para a sua vida no Hospital Nacional de Reclusos, na Prisão Combinado del Este.

O Brasil, pelo caminho da democracia e da paz, alcançou altos níveis de desenvolvimento e reduzido consideravelmente a pobreza, e por tal motivo constitui um exemplo demonstrativo de que mediante o respeito e a livre expressão, a justiça social e o alento à criação, podem se alcançar elevadas cotas de prosperidade para os povos. Com isso, ademais, conseguiu prestígio e autoridade moral e ética internacionalmente. Seu desempenho, Presidente, foi encomiável em tal sentido.

O Sr. poderia ser um magnífico interlocutor para obter que o governo cubano se decida a fazer as reformas econômicas, políticas e sociais urgentemente requeridas, avançar no respeito dos direitos humanos, conseguir a ansiada reconciliação nacional e tirar a nação da profunda crise em que se encontra. O Sr. poderia contribuir significativamente para a felicidade e o progresso do povo cubano. Em tal sentido, posteriormente a sua visita, os representantes diplomáticos brasileiros, ao mesmo tempo em que mantenham sua relação com as autoridades cubanas, deveriam escutar as opiniões da sociedade civil, inclusive os familiares dos prisioneiros de consciência e políticos, assim como da oposição pacífica.

Receba o testemunho de nossa consideração e respeito.
(Seguem as assinaturas de 53 dos 75 presos da “Primavera Negra”).

Fonte no Notalatina, valeu, Graça Salgueiro!

No original com as assinaturas

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Programa Bolsa-Marginal

Champinha, um dos beneficiados pela Bolsa-Marginal



Você sabia que todo presidiário com filhos tem uma bolsa para sustentar a família, dada pelo INSS, pois o coitadinho não pode trabalhar para sustentar os filhos porque está preso?


Chama-se "AUXÍLIO-RECLUSÃO" e, pasmem... quem foi preso a partir de 01/01/2010, receberá R$ 798,30 (SETECENTOS E NOVENTA E OITO REAIS E TRINTA CENTAVOS).
Mas... quanto está o salário mínimo mesmo, para aqueles que trabalham honestamente???
O valor do auxílio-reclusão corresponde ao equivalente a 100% do salário-de-benefício:
PERÍODO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO TOMADO EM SEU VALOR MENSAL
De 1º/6/2003 a 31/4/2004 R$ 560,81 - Portaria nº 727, de 30/5/2003
De 1º/5/2004 a 30/4/2005 R$ 586,19 - Portaria nº 479, de 7/5/2004
De 1º/5/2005 a 31/3/2006 R$ 623,44 - Portaria nº 822, de 11/5/2005
De 1º/4/2006 a 31/3/2007 R$ 654,61 - Portaria nº 119, de 18/4/2006
De 1º/4/2007 a 29/2/2008 R$ 676,27 - Portaria nº 142, de 11/4/2007
De 1º/3/2008 a 31/1/2009 R$ 710,08 – Portaria nº 77, de 11/3/2008
A partir de 1º/12/2009 R$ 752,12 – Portaria nº 48, de 12/2/2009
A partir de 1º/1/2010 R$ 798,30 – Portaria nº 350, de 30/12/2009
POR DEPENDENTE!

É real!!! Se você quiser, tire a dúvida neste site:

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Orlando Zapata Tamayo, assassinado pelo regime comunista cubano



Lula desembarca em Havana num momento especialmente vergonhoso para os governos cubano e brasileiro. Morreu ontem devido a uma greve de fome que durou 85 dias, o dissidente político Orlando Zapata. Estava encarcerado desde 2003 sem haver cometido nenhum crime, a não ser a defesa por mudanças no regime.

Pelo menos 50 presos políticos pediram ao presidente brasileiro, em uma carta aberta, que intercedesse pela libertação dos dissidentes cubanos e se envolvesse no caso de Zapata, um pedreiro negro de 42 anos detido em 2003 e condenado a 32 anos de prisão por "desacato" ao governo e "desordem pública".

Em entrevista publicada hoje pelo jornal "O Globo", o dissidente cubano Oswaldo Payá, líder do Movimento Cristão de Libertação, afirmou que Lula é cúmplice na violação contra direitos humanos ocorrida na ilha. "Respeitamos e amamos o povo brasileiro, mas o governo Lula não deu nenhuma palavra de solidariedade para com os direitos humanos em Cuba. Tem sido um verdadeiro cúmplice da violação dos direitos humanos em Cuba", disse.

“Se eles são dissidentes de Cuba e agora querem ser dissidentes do Lula não tem problema nenhum. As pessoas precisam parar de fazer carta, guardarem pra si e depois dizer que mandaram pros outros”, disse o presidente brasileiro, que se reuniu nesta quarta-feira com seu colega cubano Raúl Castro e o irmão dele.

O assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, afirmou nesta quarta-feira que o governo brasileiro não deve se envolver no episódio da morte do dissidente político Orlando Zapata Tamayo. "Há problemas de direitos humanos no mundo inteiro", limitou-se a dizer Marco Aurélio Garcia.

...

O que a imprensa brasileira chapa-branca não diz é que em outubro de 2009, Zapata foi brutalmente golpeado por militares da prisão estadual de Holguín de tal forma, que lhe provocaram um hematoma interno na cabeça sendo obrigados a operá-lo. Começou sua greve de fome em 3 de dezembro de 2009 na prisão de segurança máxima Kilo 8 de Camagüey. Durante 18 dias, o major Filiberto Hernández Luis, diretor dessa prisão, negou água a Zapata, que era a única coisa que ingeria. O efeito desta tortura foi induzir-lhe uma falência renal. Em meados de janeiro Zapata foi transferido ao hospital Amalia Simoni da cidade da Camagüey, onde o deixaram quase nu com um forte ar condicionado ligado, o que lhe provocou uma pneumonia. Apesar de seu critico estado de saúde, o regime o transferiu na semana passada ao hospital da Prisão de Combinado del Este em Havana, onde não existiam condições para tratá-lo.

...

Nós, brasileiros dignos (reitero: apenas os dignos), nos envergonhamos por sermos representados por um governo que não apenas se cala diante da tirania dos irmãos Castro, como os apóia financeiramente e diplomaticamente. Como tem feito, aliás, com tudo o que é LIXO em termos política externa. Que o digam os não menos crápulas Ahmadinejad e Hugo Chavez, também especialistas na arte da democracia, segundo nosso presidente. Este último, por sinal , também pousou em Cuba. Talvez para admirar junto com Raul, Fidel e Lula os resultados de sua magnífica obra na América Latina: racionamentos, apagões, isolamento internacional, discursos ridículos e a violência contra a divergência política.

Roubaram o nosso país, as cartas estão TODAS na mesa.

Uma coisa é brigar, outra é ver o país indo embora. A porta se fechando lentamente. Lá se vai o Brasil. PORRA, mas é MUITO RUIM!!!!! O bugre em Cuba, entregando um bilhão e duzentos milhões de dólares a Raul Castro, aquela ratazaninha TORPÍSSIMA! Os presos cubanos mandando uma carta desesperada, tão honesta, morrendo honrados numa prisão daqueles FILHASDAPUTA ASSASSINOS, e o bugre a não recebê-los, virando a cara, enquanto acoita o assassino italiano, e mais dois paraguaios, e os canalhas das FARC!

Roubaram nosso país dos nossos braços. O berço de tantos gênios se transformou "nisso".


Aqui a cobertura completa.





Orlando Zapata Tamayo

*1968 - † 2010

Que Deus o acolha em Seu Reino entre os justos, onde não há mais dor nem sofrimento, e que console a família nesse momento tão doloroso.



Agradecimentos aos amigos Olavo de Carvalho, Graça Salgueiro, Priscila Garcia, Gabriel Nunes e Murilo Ribeiro.

Vamos falar de esporte!

Por um momento vamos dar um tempo no assunto deprimente de comunismo, PT, MST, Hugo Chávez, essas porcarias todas. Vamos falar de esporte.
Que futebol, que nada. Há 40 anos o futebol perdeu o charme do esporte bretão para se transformar, aqui na Bananalândia, numa concentração de velhos decrépitos e corruptos com bandidos e vândalos juvenis. Sem Garrincha e Pelé, qual a graça de ver um monte de homem suado atrás de uma bola durante, no mínimo, 90 minutos?

O negócio agora é Patinação Artística Feminina no gelo! Coisa mais graciosa e difícil, um esporte cheirosinho, mais arte que esporte, com suas sainhas rodadas e corpinhos flexíveis. Um esporte de elite, de primeiro mundo! Tente saltar num giro de 360 graus para entender o que falo. Elas dão 3 voltas e meia! Sorrindo e elegantes!!

Beleza, você não gosta de bonequinhas elegantes, sorridentes e de sainha? Quer esporte de macho? Tente o Hockey no gelo! Frenético, só porrada. Mesmo o feminino!

O fato é que não preciso ir a um estádio para ver gente feia e mal-educada, isso eu vejo todo santo dia. Sejamos mais Vancouver e menos Gaviões.

Nas imagens, dois exemplos de grandes atletas do meu esporte preferido: a finlandesa Kiira Korpi e a campeã Yu-Na Kim, da Coréia (do sul, claro!).








Brazilian Farm

Venha jogar esse novo (nem tanto) jogo que é um desafio! Tente produzir numa situação altamente desfavorável, administre a sua fazenda sob o manto da insegurança jurídica, procure ter lucro sem a garantia da legítima defesa e muito menos da propriedade privada!


Venha jogar Brazilian Farm, o jogo mais difícil dos últimos tempos! Um RPG democrático e popular! Veja o screenshot:


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Globo vai à Cuba via FAB-Air

No Jornal Nacional de 23/02, o apresentador explica que, para acompanhar a visita de Lula a Cuba, como não há vôos comerciais, seus repórteres vão num avião da Força Aérea Brasileira e, pasmem, os custos das "passagens" seão doados ao Fome-Zero.

Quer dizer que, para cobrir a visita do Lula ao amigo ditador, ÀS CUSTAS DO ERÁRIO, uma empresa privada irá ressarcir o custo da aventura A UM PROGRAMA PETISTA? O ônus é do dinheiro público, o mérito vai pro assistencialismo - e conseqüentemente, pra campanha eleitoral - petista!

Direito à defesa na novilíngua orweliana II

Novamente, agora no Jornal da Tarde, o grupo Estado cede espaço para mais mentiras e desinformação. Novamente o sr. Simantob dizendo que 85% dos crimes são cometidos por pessoas de bem. Mais uma vez a mentira impera na mídia tupiniquim, o covardismo oficializado reina absoluto - se for morto, não reaja! se for estuprado (ou se estuprarem sua família), não reaja!
Patética essa postura. Até defendo o direito de certas pessoas de não reagirem e se entregarem pacificamente à bandidagem, mas não queiram serrar os dentes dos cães pastores.
Esse grupo de mídia, mesmo sob censura, continua a afagar a mão que lhe cala. Continua a ceder espaço ao pensamento politicamente correto, controlador, coletivista e esquerdista que o censura. Continua a se submeter ao status quo hegemônico, esse lixo de jornal vendido que merece cada segundo sob a censura do governo Lula e Sarney. Parece burro empacado - quem sabe anda no tapa.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O sistema judiciário brasileiro

Vamos abordar, de agora em diante, o problema da impunidade, morosidade, ineficiência, dos salários de marajá, das mordomias, privilégios e outras questões relacionadas à (in)justiça brasileira.

Pra começar, nada mais ilustrativo do que a notícia que vem à tona: o assassino de João Hélio já foi solto. E ganhou novo nome, dinheiro e um novo lar, talvez na Suíça.

Direito à defesa na novilíngua orweliana

Leiam este artigo publicado no Estadão, aquele jornal que, mesmo sob censura, continua a afagar a corja esquerdista.
É o exemplo mais óbvio do uso generalizado da novilíngua orweliana. Um burocrata de uma ONG chamada "Instituto de Defesa do Direito de Defesa" que é contra o direito à defesa.
Diz que 85% dos crimes são cometidos por cidadão de bem e policiais.

Políticas internacionais do PT

Esses são os planos do PT para o cenário goepolítico vindouro. Está no próprio site do PT mas eu vou transcrever aqui caso tirem do ar.
O texto todo está impregnado de ranço comunista até a medula - pensamento hegemônico, anti-americanismo, coletivismo entre outras ações discutidas e planejadas pelo partido que domina o poder.
Não são arroubos de um congresso de estudantes, são METAS, PLANOS e DIRETRIZES prontas para sua implementação a curto prazo.
Some isso ao PNDH-3, à insegurança jurídica nas eleições (com o juiz louco Silveira), no campo (com o MST), nas cidades (FARC/PCC), mais uma carga tributária de mais de 40%, mais a presença hegemônica do pensamento esquerdista em escolas, universidades, meio cultural, grande mídia, igrejas, polícias, FFAA (sim! hegemonia esquerdista nas FFAA, quem diria!), nas redações e à disputa eleitoral brasileira baseada em esquerda x esquerda e verá que está praticamente tudo dominado.
Antonio Gramsci deve estar dançando o Créu na velocidade 5 em seu caixão.
Comentários em itálico, grifos nossos.

A política internacional do PT
Projeto de Resolução apresentado pela SRI ao IV Congresso
(versão ainda sujeita a alterações)
Apresentação

O povo brasileiro vem ganhando crescente interesse pelas grandes questões internacionais, assunto antes restrito a uma pequena elite. Ironicamente, parte do interesse deriva do comportamento da oposição de direita, que não perde oportunidade para atacar a política externa do governo Lula e a política de relações internacionais do Partido dos Trabalhadores. Em 2006, por exemplo, Geraldo Alckmin atacou a Bolívia; em 2009, José Serra deu apoio implícito ao golpismo em Honduras.

Reparem que a maldita "oposição de direita" são os candidatos socialistas Serra e Alkmin! Isso é o máximo de direita que essa gente admite!

A política externa do governo Lula ajudou nesta internacionalização do debate político, à medida que recusamos a postura intimidada dos demotucanos e mostramos que o Brasil pode e deve jogar um papel destacado nos grandes temas internacionais, inclusive quando se trata de enfrentar os Estados Unidos. A recente visita do Presidente do Irã ao Brasil e a postura de nosso governo na conferência de Copenhague são duas de várias confirmações recentes desta postura altiva e soberana.

Anti-americanismo tosco para tentar justificar o alinhamento com genocidas. Seguro um palavrão em respeito aos leitores. Essa quadrilha petralha é criminosa.

Em 2010 e nos próximos anos, estamos chamados a reforçar nossa presença internacional, em todas as regiões do mundo, mas especialmente na América Latina, ajudando a preservar os espaços conquistados pela esquerda, aprofundando os processos de mudança, acelerando a integração regional e derrotando a contra-ofensiva da direita.

Querem dizer, apoiar financeiramente e midiaticamente Chavez, Morales, Fidel Castro e o resto do Foro de São Paulo. Balela, a vergonhosa interferência em Honduras foi um fiasco. O próximo passo é apoiar a guerra das Falklands parte II. Essa eu quero assistir de camarote.

A evolução da política internacional do PT

Desde sua fundação e ao longo dos últimos 30 anos, o PT vem acompanhando, opinando e atuando na esfera internacional, diretamente ou através dos petistas presentes em governos, parlamentos, movimentos sociais e variadas instituições.

Isto é, através do FORO DE SÃO PAULO.

Na década de 1980, as relações internacionais do PT estiveram fortemente vinculadas ao trabalho de solidariedade e denúncia contra violações aos Direitos Humanos em nosso continente. Nesse tempo, em muitos países da América Latina e Caribenha lutava-se contra ditaduras militares.

Na América Central e no Caribe, o PT deu apoio concreto aos diferentes processos de luta, seja na Nicarágua, em El Salvador, na Guatemala, bem como na defesa de Cuba perante o bloqueio dos Estados Unidos.

Ou seja, apoiando grupos armados terroristas e amparando a DITADURA dos irmãos Castro.

Na América do Sul, foi expressivo o trabalho de solidariedade com as entidades de defesa de Direitos Humanos que denunciavam os terríveis atropelos à dignidade humana no Chile, na Argentina, no Uruguai.

Também neste período, foi muito intensa a relação com o governo e com o Partido Comunista de Cuba, que acolheram muitos militantes da esquerda brasileira, durante a ditadura militar no Brasil.

Foram fazer curso de guerrilha em Cuba.

Outras organizações, como a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e a Frente de Libertação Nacional da Argélia (FLN), vários partidos comunistas e socialistas de países ocidentais, bem como países da Europa Oriental e do Norte, tiveram a mesma atitude solidária, o que se traduziu nas relações políticas entre petistas, estes partidos e países.

Só terrorista, bandido e assassino.

É preciso lembrar, também, as manifestações de solidariedade internacional ao movimento grevista, na virada entre as décadas de 1970 e 1980. Essas manifestações vinham um pouco de toda a parte, mas principalmente do sindicalismo europeu, que pouco depois se converteria em forte movimento de apoio à CUT, fundada em 1983. Este apoio dado ao sindicalismo estendeu-se ao Partido, que passou a relacionar-se com os líderes e partidos políticos vinculados às diversas centrais sindicais.

A atuação internacional da CUT permitiu também o início de uma relação mais estruturada com as centrais sindicais da América Latina e Caribenha, em especial com a formação da Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS), em 1986.

É importante lembrar que, durante a maior parte dos anos 1980, o PT não tinha a importância que possui hoje. Foi basicamente a partir de 1989 que iniciou uma nova fase das relações do PT com partidos e governos em todo o mundo, com base no reconhecimento e no respeito que lhe imprimiam a impressionante votação obtida por Lula na eleição daquele ano.

A década dos 1990 foi fortemente impactada pela crise dos países socialistas, consolidando a opção petista por trilhar caminhos próprios no cenário mundial, desenvolvendo relações com todos os partidos democráticos e de esquerda, pertencentes a diferentes tradições.

Esta opção pluralista se materializou com força na convocatória das organizações, movimentos e partidos de esquerda da América Latina e Caribenha para uma reunião, em julho de 1990, na cidade de São Paulo.

O FORO DE SÃO PAULO, por seus criadores. Hoje em dia eles já assumem, ao contrário de 20 anos atrás, quando TODOS diziam ser "teoria da conspiração da direita" e que tal organismo não existia!

A motivação principal desta reunião foi reunir as esquerdas do continente, para refletir sobre os acontecimentos pós-queda do Muro de Berlim e pensar alternativas ao predomínio das políticas neoliberais executadas por governos como os de Collor, Menem, Fujimori e Salinas de Gortari.

A partir da convocatória feita pelo PT, nasceu o que futuramente se chamaria Foro de São Paulo, que ao longo dos últimos 20 anos contou com a participação ativa da Frente Amplio de Uruguai, da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) de El Salvador, da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) da Nicarágua, do Partido Revolucionário Democrático (PRD) do México e do Partido Comunista de Cuba, entre outras forças políticas.

Além dessas organizações, participam ativamente EZLN, MIR, FARC, entre outros grupos terroristas. - PROVAS AQUI (download das atas do Foro de S. Paulo). Mas esses grupos eles "esquecem" de contar, não é?

Além de participar ativamente do Foro de São Paulo, respondendo por sua Secretaria Executiva, o PT participa da Conferência Permanente de Partidos Políticos de América Latina (COPPPAL) e da Coordinación Socialista Latinoamericana (CSL).

Ao mesmo tempo em que priorizamos, durante os anos 1990, a construção de relações estáveis com partidos e movimentos de América Latina e Caribenha, não descuidamos das relações com partidos de outros continentes. Na Europa, por exemplo, desenvolvemos vínculos com os todas as correntes partidárias: comunistas, social-democratas, verdes e outros partidos de esquerda.

O PT foi o primeiro partido brasileiro a introduzir a questão da integração regional na sua agenda. Foi assim que, em 1993, o partido promoveu o Seminário Nacional sobre o Mercosul, na capital do Estado do Paraná. A "Carta de Curitiba" resultante deste seminário influenciou os programas eleitorais que apresentamos em 1994, 1998 e 2002, propondo mudanças nos rumos do Mercosul.

Ou seja, o PT vem governando de acordo com os ditames de uma organização intercontinental, à revelia das instituições democráticas destes mesmos países, inclusive (e principalmente) do Brasil. Isso é crime de traição!

Também nos anos 1990, é importante salientar a atuação internacional crescente das prefeituras petistas. Administrações dirigidas pelo PT participaram ativamente, em 1995, da criação da Rede Mercocidades. A Prefeitura municipal de Porto Alegre e, posteriormente, o Governo do Estado de Rio Grande do Sul constituíram-se em referências importantes de políticas públicas inovadoras, em especial com o orçamento participativo, o que explica a decisão de realizar, naquela cidade e naquele estado, as primeiras edições do Fórum Social Mundial.

Também na década de 1990, a CUT decidiu intervir diretamente no processo de integração regional oficializado pelo Tratado de Assunção (1991). Ante a atitude dos governos, que concentravam seus esforços na dimensão comercial do processo de integração, e dos políticos tradicionais, que pouco discutiam o tema da integração, chama nossa atenção a densidade do trabalho das centrais sindicais, em favor da dimensão social do Mercosul. A vocação integracionista da CUT e do PT foi pioneira e ultrapassou as fronteiras nacionais, à procura dos seus pares nos países do Cone Sul, para tecer acordos horizontais que modificaram o processo tradicional de tomada de decisões.

No plano continental, a ação do movimento sindical e dos movimentos sociais contra a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) foi concomitante à denúncia feita pelo Partido dos Trabalhadores dessa proposta estadunidense, que qualificamos como "projeto de anexação".

Mais ranço anti-americano.

Também nos anos noventa, ganham destaque os Núcleos do PT no exterior, divulgando as propostas do PT; servindo de elo entre os petistas, simpatizantes e amigos do PT e a Direção Nacional; proporcionando articulações entre o nosso partido, os partidos de esquerda e progressistas, entidades e instituições democráticas e populares de diferentes países; propondo políticas públicas para os brasileiros e brasileiras que trabalham, estudam e vivem no exterior.

Dentro dessa linha de atuação, foi organizado o I Encontro dos Petistas na Europa, em fevereiro de 1994; o I Encontro dos Núcleos do PT no Exterior, realizado em Lisboa, em dezembro de 1996; os II e III Encontros dos Petistas na Europa, respectivamente em 2006, em Lisboa, e em 2007, em Paris; o 2º Encontro dos Petistas no Exterior, em Lisboa, em 2008; e o 3º EPTEX, novamente em Lisboa, em janeiro de 2010.

Nos anos 2000, a atuação internacional do PT sofreu um crescimento exponencial.

Temos as várias edições do Fórum Social Mundial (FSM), realizadas em Porto Alegre (de 2001 a 2003), Mumbai (2004) e Porto Alegre (2005), tornando-se policêntrico em 2006, indo para Nairobi (2007), novamente descentralizado em 2008, ocorrendo em Belém do Pará (2009) e uma vez mais descentralizado em 2010.

Também as administrações petistas mantêm seu protagonismo. Um exemplo é o processo de unificação de redes mundiais (Federação Mundial das Cidades Unidas e União Internacional de Governos Locais), levando à criação da organização mundial de Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU), processo no qual São Paulo, Porto Alegre e outras prefeituras petistas participaram ativamente.

Igualmente nos anos 2000, foi criado o GT Juventude e Relações Internacionais, composto por dirigentes e militantes da JPT e contando com participação e acompanhamento da SRI. A JPT foi protagonista na constituição do Fórum de Juventudes Políticas do Mercosul (FJPM) e, agora, da Juventude do Foro de São Paulo. Além disso, a JPT tem acompanhado a atuação de duas internacionais (a FMJD e a IUSY) e desenvolvido relações bilaterais com as juventudes de diversos partidos.

A política externa do PT a partir de 2003

Com a eleição de Lula em 2002, e sua reeleição em 2006, o PT passou a enfrentar o desafio de articular as relações internacionais do Partido com a política externa do governo Lula.

No terreno regional, seguimos articulando com outros partidos, movimentos sociais, intelectualidade progressista e instituições de diferentes tipos, para que nosso projeto de integração não fosse um projeto abraçado apenas pelos governos e burocracias estatais.

Destacamos, nesse sentido, iniciativas como o Fórum de São Paulo, o Fórum Social Mundial e a Aliança Social Continental. Esta última desenvolve importante trabalho de intercâmbio e busca de consenso em torno da construção de um projeto de integração regional solidário. Um exemplo bem-sucedido foi a luta contra a Área de Livre Comércio das Américas. Destacamos, também, a participação direta ou indireta dos petistas nos plebiscitos da Dívida Externa (2002) e da Alca (2002).

Toda uma rede intercontinental organizada com o intuito de "resgatar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu", e ainda dizem que o comunismo morreu. Não morreu! Está vivo e forte por essas bandas!

O governo Bush, acuado não só pela esquerda latino-americana e caribenha, mas também pelas pressões protecionistas no Congresso de Estados Unidos, “arquivou” o projeto ALCA e o substituiu pela tentativa de negociar Tratados de Livre Comércio entre os EUA e países da região.

Seguimos emprestando apoio e participação ao Fórum Social Mundial, colaborando para o sucesso e a continuidade dessa reconhecida instância de mobilização e debates, conduzidos sob o lema “Um outro mundo é possível”. Dentre as várias dimensões do FSM, destacamos o Fórum Parlamentar Mundial, o Fórum de Autoridades Locais pela Inclusão Social (FAL) e o Fórum de Autoridades Locais Periféricas (FALP).

Seguimos priorizando o Foro de São Paulo, como instância comprometida com a integração regional, a confraternização, o diálogo, o intercâmbio de experiências, a solidariedade e a unidade de ação de amplos setores da esquerda de nosso continente, sem perder de vista a pluralidade política e a diversidade cultural latino-americana e caribenha.

Ao mesmo tempo, mantivemos as relações com nossos aliados europeus e buscamos estreitar relações com partidos do Oriente Médio, da Ásia e da África. Atualmente, o PT mantém protocolos de cooperação com diversos partidos, entre os quais o Partido Comunista da China.

Enchem a boca suja para falar isso, não é mesmo? Com as mãos sujas do sangue de mais de 60 MILHÕES de chineses inocentes.

O complexo quadro internacional desta década confirmou a necessidade do PT ser capaz de elaborar uma interpretação autônoma da situação internacional e um trabalho constante de acompanhamento da política externa: a) defendendo-a dos ataques da oposição de direita, b) garantindo a predominância dos interesses públicos e pró-integração, c) estimulando um viés latino-americano e caribenho, d) realizando a crítica ao comportamento imperialista das metrópoles, e) construindo a dimensão popular e cultural do internacionalismo e da integração, f) articulando assim esta política externa com o objetivo socialista da esquerda.

Naturalmente, entre os partidos progressistas e de esquerda latino-americanos existem diferentes interpretações sobre a caracterização da crise internacional (financeira, econômica, de hegemonia, de acumulação), sobre o momento em que estamos da crise (fim do início, início do fim), sobre a possibilidade de construir uma nova “arquitetura” internacional, nos marcos da hegemonia declinante dos Estados Unidos, bem como diferentes opiniões sobre a natureza do mundo pós-crise.

Adivinhem o que é?

Mas o principal tema em debate diz respeito a como tratar as diferenças programáticas, estratégicas, táticas, organizativas, históricas e sociológicas existentes na esquerda latino-americana, que algumas vezes se traduzem em táticas ou estratégias distintas por parte dos governos progressistas da região.

Ao participar deste debate, o PT sempre recusou qualquer tipo de interpretação reducionista e dicotômica. O reducionismo (dizer que há apenas duas esquerdas na América Latina) ajuda politicamente a direita, porque traz implícita a seguinte conclusão: o crescimento de “uma esquerda” depende do enfraquecimento da “outra esquerda”, numa equação perversa que convenientemente tira de cena os inimigos comuns.

O reducionismo, ademais, é uma interpretação teórica incorreta, incapaz de explicar o fortalecimento experimentado simultaneamente, desde 1998 até hoje, pelas diferentes correntes da esquerda latino-americana. Fortalecimento que seve, ao menos em parte, exatamente à sua diversidade, que permitiu expressar a diversidade sociológica, cultural, histórica e política das classes dominadas de nosso continente. Fosse homogênea e uniforme, ou expressa somente em duas correntes, a esquerda latino-americana não apresentaria a fortaleza atual.

A continuidade desta fortaleza dependerá, em boa medida, da articulação entre as diferentes esquerdas. Tal cooperação não exclui a luta ideológica e política; mas esta luta precisa ocorrer nos marcos de uma máxima cooperação estratégica. Cooperação que foi objetivamente favorecida, nos fatos, pela política internacional impulsionada pelo Partido dos Trabalhadores.

A pluralidade é uma das principais características da política internacional do PT, derivando, ao menos em parte, da pluralidade política e ideológica do Partido, que reuniu desde sua fundação e até hoje, militantes identificados com as mais variadas famílias da esquerda internacional.

A pluralidade de nossa atuação internacional foi acentuada a partir de 2003, quando o PT passou ter influência na política externa do governo brasileiro. Desde então e crescentemente, o leque de nossas relações enquanto Partido inclui, também, partidos e lideranças com as quais nosso governo possui algum grau de identidade.

O governo petista não governa pelo Brasil, governa pelo partido, em prol do comunismo.

Não mantemos relações apenas com os que “pensam como nós”; mas também com os que, apesar de maiores ou menores diferenças ideológicas, enfrentam na arena internacional problemas políticos similares aos que enfrentamos.

Esta pluralidade não implicou em silêncio acerca de questões espinhosas; nem tampouco subordinação das posições partidárias aos interesses “de Estado”. Pelo contrário, há coisas que nosso governo pode e deve fazer (como receber o presidente dos EUA ou o chanceler de Israel), sem que isto impeça nosso partido de manifestar sua opinião política sobre tais convidados e suas respectivas administrações. Ou questões em que o Partido tem posição, como é o caso da independência do Sahara Ocidental e da luta da Frente Polisário, posição que esperamos ver acompanhada pelo governo. Assim como há temas em que o governo tomou a iniciativa e o Partido ainda não tem conseguido acompanhar adequadamente, como é o caso do Haiti. Além de outros assuntos nos quais há necessidade de maior debate, tendo em vista as diferenças de opinião, como é o caso do acordo entre o Mercosul e Israel; ou da Rodada Doha na Organização Mundial de Comércio.

Estamos dependentes do preconceito ideológico dessa gente louca.

Além da pluralidade, outra característica de nossa política internacional, que ganhou ênfase a partir de 2003, é o latinoamericanismo.

Claro que o PT assiste as mais variadas reuniões partidárias, em todo o mundo, como as convocadas pela Conferência Permanente de Partidos Políticos Progressistas da América Latina (Copppal), pela Coordenação Socialista Latinoamericana e pela Internacional Socialista (da qual não somos membros nem observadores). Mas nossa prioridade regional é a América Latina; e nosso espaço privilegiado de debate e articulação é o leque de partidos que integra o Foro de São Paulo, no qual somos encarregados da Secretaria Executiva.

Além das relações mantidas pelo próprio Partido, o PT estimulou relações bilaterais e multilaterais através do Foro de São Paulo, como é o caso do intercâmbio com o Partido da Esquerda Européia, o Grupo Parlamentar da Esquerda Européia e os integrantes da Autoridade Nacional Palestina. Achamos que este método potencializa a região (e não apenas nosso Partido e governo); e acreditamos que o aprofundamento de relações inter-regionais é mais realista e produtivo, do que a tentativa de criar novas organizações que sejam ou se pretendam mundiais.

Esta década demonstrou o potencial da esquerda na América Latina, que de conjunto conseguiu preservar parte importante de suas forças, num momento em que o socialismo declinava noutras regiões do planeta. Exemplo disto são: a resistência que Cuba oferece, depois do desmanche do chamado bloco soviético; a criação do Foro de São Paulo (1990) e do Fórum Social Mundial (2000); e a eleição de diversos presidentes progressistas e de esquerda, desde 1998 (Hugo Chavez) até 2009 (Maurício Funes).

Olhando para trás, podemos ver que em nossa região a luta social, a luta eleitoral, a ação de governo e a atuação partidária interagiram na luta contra o neoliberalismo, de maneira muito mais intensa e eficaz do que em outras regiões do mundo. O PT deu importante contribuição para isto, tanto prática quanto teoricamente.

Em 2007, o III Congresso do PT aprovou por consenso um documento sobre política internacional. A partir daquele documento, podemos listar alguns “princípios” da política partidária:

i) o PT é um partido internacionalista, antiimperialista, anticolonialista, socialista e defensor da integração latino-americana. Lutamos por uma nova ordem internacional de desenvolvimento sustentável, multilateralismo e paz;

ii) o PT defende a solidariedade com as lutas por democracia, por soberania nacional e por igualdade social em todas as partes do mundo, apoiando “ativamente a autodeterminação de todos os povos, valorizando a ação internacionalista no combate a todas as formas de exploração e opressão. O internacionalismo democrático e socialista” será nossa inspiração permanente;

Desde que os povos sejam autodeterminados de acordo com a ideologia genocida deles. Lembram-se de Honduras?

iii) defendemos a solução negociada dos conflitos internacionais, o direcionamento dos gastos com pesquisa e venda de armamentos para o combate à pobreza e à fome, o aumento dos investimentos em educação e saúde. O PT defende o desmantelamento dos arsenais nucleares, o fim das pesquisas e desenvolvimento de quaisquer tipos de armas de destruição em massa. Exigimos o fim da ocupação estadunidense no Iraque e no Afeganistão, que mergulhou os dois países numa situação de destruição e guerra civil;

Loucos e megalômanos.

iv) o PT se opõe a toda forma de terrorismo, inclusive ao terrorismo de Estado, como foi o caso do ataque de Israel contra a Faixa de Gaza. Apoiamos a criação do Estado palestino, o desmantelamento dos assentamentos israelenses nos territórios da Cisjordânia, o reconhecimento mútuo por todas as forças políticas envolvidas, o fim dos ataques contra civis;

E mentirosos, ainda por cima...

v) defendemos o direito de todos os povos à autodeterminação e consideramos a o respeito à soberania nacional um princípio inquestionável de nossa política internacional. Assim, apoiamos:
- a luta pela independência de Porto Rico;
- a constituição de um Estado livre e independente para o povo saaraui, a República do Saara Ocidental;
- a constituição do Estado palestino, da forma já citada anteriormente;

vi) defendemos Cuba e as conquistas sociais da Revolução Cubana, especialmente contra o bloqueio que se estende por já quase 50 anos;

Será que a miséria, a carestia, o fim de qualquer liberdade e mais de 100 MIL MORTOS e outros inúmeros presos políticos contam nessas "conquistas sociais"?

vii) defendemos incondicionalmente os Direitos Humanos, em suas vertentes política, social, econômica, cultural e ambiental. Neste sentido, apoiamos um processo coordenado de investigação sobre o período da ditadura militar nos países sulamericanos, em especial sobre a Operação Condor.

Entendam "direitos humanos" como "controle", é termo emprestado da novilíngua orweliana.

viii) Defendemos políticas ambientais que busquem uma relação harmoniosa entre os seres humanos e a natureza. Apoiamos o incentivo ao desenvolvimento de novas tecnologias para uma economia sustentável. Apoiamos a ampliação das pesquisas e comércio de biocombustíveis, desde que não provoquem danos trabalhistas e ambientais, nem produzam concentração de riqueza e propriedade em mãos privadas. Defendemos o Protocolo de Kyoto. Enfatizamos a proteção da biodiversidade e da diversidade sócio-cultural (povos originários, indígenas e quilombolas). O agravamento das mudanças climáticas e da crise ambiental planetária reforça a necessidade de uma mudança de paradigma civilizatório, bem como a reconceituação e aprofundamento do próprio ideal socialista.

Novamente, CONTROLE, Nova Ordem Mundial.

ix) defendemos a inclusão e os direitos de cidadania, independentemente da nacionalidade.

A política externa do governo Lula

A posse do presidente Luis Inácio Lula da Silva em janeiro de 2003 marcou uma inflexão no modelo político implantado por Collor e FHC.

Na política externa, marcamos desde o início profundas diferenças em relação ao governo anterior, com dois marcos concretos e muito simbólicos ainda em 2003: a interrupção das negociações da ALCA e a articulação do G20 comercial em Cancun.

O princípio básico que norteou a política externa do governo Lula foi a Constituição da República Federativa do Brasil, aprovada em 1988, cujo artigo 4º afirma que a “República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios”: “independência nacional; prevalência dos direitos humanos; autodeterminação dos povos; não-intervenção; igualdade entre os Estados; defesa da paz; solução pacífica dos conflitos; repúdio ao terrorismo e ao racismo; cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; concessão de asilo político”.

De novo, e Honduras? E a política de cotas racistas? E a ligação do PT com grupos terroristas. Essa gente é esquizofrênica, doente mesmo. São sociopatas da pior espécie.

O “parágrafo único” do mesmo artigo 4º afirma ainda que “a República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações”.

Mas a "Constituição Cidadã" não fala que essa comunidade deva ser socialista.

Esta posição se desdobrou em vários temas tratados internacionalmente, como: a ação contra a fome e a pobreza; assistência humanitária; biocombustíveis; ciência e tecnologia; desarmamento; direitos humanos e temas sociais; G-20 financeiro; bem como mar, Antártida e espaço.

A política externa do governo Lula tem como diretriz privilegiar e fortalecer as relações sul-sul, por intermédio do estreitamento de relações com as potências médias como a Índia, África do Sul, Argentina, entre outras; com os países da América do Sul; com os países africanos e com os países árabes. Entre os instrumentos utilizados, podemos citar: o Acordo IBSA (Índia –Brasil – África do Sul); as reuniões do grupo BRIC (Brasil – Rússia – Índia – China); o G20 comercial; os encontros entre países árabes e sul-americanos e entre países africanos e sul-americanos; as cúpulas ibero-americanas; as relações bilaterais específicas e, por fim, os acordos de integração regional Mercosul e Unasul.

As relações com os países africanos adquiriram uma dimensão especial. O presidente Lula visitou o continente sucessivas vezes, sendo que os países de língua portuguesa receberam muita atenção. Há uma forte relação étnica e cultural entre o Brasil e os países africanos que justifica e, inclusive, dá dimensão popular e apoio a este movimento do governo brasileiro. Ademais, a participação dos numerosos países africanos na definição das políticas das organizações internacionais é muito importante. Além, é claro, da necessidade de aprofundar relações econômicas e comerciais.

Só visitou ditadores! Bongo, Kadhafi e toda essa corja de genocidas.

A integração regional, por sua vez, possui uma dimensão estratégica, pois a formação de um bloco sul-americano, integrado economicamente e com capacidade política, vai melhorar a situação sócio-econômica de seus povos, integrar a infra estrutura e ampliar o poder e o espaço destes países no cenário internacional. Além de contribuir para uma solução pacífica dos conflitos, como fez a Unasul durante a “crise separatista” na Bolívia, quando a direita neste país fomentava uma divisão entre suas províncias que caminhava para uma guerra civil.

O Mercosul e a Unasul carecem de uma dimensão de complementaridade econômica maior, assim como de mais institucionalidade, pois suas estruturas de decisão ainda são muito centralizadas na figura dos presidentes.

Embora freqüentemente haja diferentes interesses entre este leque de países, a iniciativa de reuni-los para tratar de alguns temas e demandas comuns começa a contribuir para mudar o desenho do poder no sistema internacional.

A criação do G-20 comercial permitiu que pela primeira vez houvesse a definição de uma agenda de negociações que não fosse exclusivamente aquela definida pelos países industrializados. Vale registrar, contudo, que a posição do governo brasileiro, favorável a concluir a Rodada Doha, não é compartilhada por setores importantes de sua base política e social, como é o caso da CUT.

O governo Lula tem sido ativo, também, na busca da democratização da governança mundial, com destaque para a ampliação do número de membros permanentes no Conselho de Segurança da ONU, para que este reflita a nova realidade mundial, muito diferente daquela do final da Segunda Guerra, em 1945.

O governo Lula tem adotado postura protagonista em várias questões internacionais, tais como: a oposição à invasão americana do Iraque; as contribuições para solucionar o conflito entre israelenses e palestinos, defendendo o diálogo com todas as partes envolvidas, na tentativa de encontrar um caminho para a paz; a campanha fome-zero internacional; a atuação contrária ao golpe de Estado em Honduras; a missão de paz no Haiti, onde o Brasil lidera a Minustah; o apoio à reintegração de Cuba no sistema interamericano; as posições defendidas pelo Brasil na Comissão e agora Conselho de Direitos Humanos da ONU; a defesa do direito de desenvolvimento de tecnologia para o uso pacífico da energia nucelar; e contribuído para a solução pacífica das controvérsias, a exemplo das que envolvem a Coréia do Norte e o Irã.

E o mundo de cabelos em pé! Estão todos errados, os iluminados do PT é que estão certos! TRAIDORES!

Quanto à operacionalização da política externa, também houve várias mudanças, a começar pela reestruturação do próprio MRE com a ampliação de seu orçamento, que permitiu abrir várias embaixadas novas e ampliar expressivamente o número de novos diplomatas.

Sob a coordenação política exercida pelo Itamaraty, outros ministérios e órgãos de governo participam do exercício da política externa, alguns inclusive com excessiva influência como é o caso do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA). Há outros cuja influência deve aumentar, como é o caso do Ministério de Meio Ambiente (MMA) e do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA).

O MMA formulou a posição brasileira para a Conferência das Partes (COP-15) em Copenhagen em 2009 e o MDA tem assegurado propostas nas negociações comerciais que beneficiam a agricultura familiar.

Ao longo da década de 1990, ampliou-se a participação de estados e municípios, principalmente estes últimos, nas relações internacionais no nível sub-nacional, em busca de articulação de interesses junto aos governos nacionais e organizações internacionais, intercâmbio de experiências e boas práticas, e o desenvolvimento de cooperação descentralizada. Estas iniciativas têm contado com respaldo do governo Lula, como demonstra a criação do Ministério das Cidades, de organismos internacionais como o Fórum Consultivo de Estados e Municípios do Mercosul.

O MRE tem sido mais aberto à participação dos movimentos sociais, centrais sindicais e ONGs nos eventos internacionais, inclusive, muitas vezes como membros da delegação oficial. E os diplomatas do MRE têm se disponibilizado para dialogar e participar de eventos organizados pela sociedade civil. Entretanto, ainda faz falta a criação de um “Conselho Nacional de Política Externa” como organismo consultivo com participação social, a exemplo do que existe em outros ministérios como, por exemplo, o da Saúde e o da Educação.

Também com o espírito de ampliar o debate sobre o tema, apoiamos a realização de uma “conferência das relações exteriores”, semelhante às já organizadas pelo governo federal em diversos setores, o que permitiria ampliar o debater, junto à sociedade brasileira, das diretrizes da política externa. Apoiamos, também, as medidas que visam aprimorar a capacidade de gestão estratégica do Estado brasileiro, num trabalho de cooperação com outras instituições.

A política externa do governo Lula é avaliada positivamente pela militância do PT, existindo muitas afinidades entre ela e a política internacional defendida pelo partido. Mas, como é óbvio exceto para opositores mal-informados e mal-intencionados, a política externa do governo Lula não é “petista”. Pelo contrário, trata-se de uma política de Estado, implementada por um governo de coalizão política e social.

Exatamente por isto, o Partido compreende que o governo brasileiro deva se relacionar com o atual governo de direita da Colômbia, país vizinho e integrante da Unasul; enquanto o PT mantém um protocolo de cooperação com o Pólo Democrático Alternativo (PDA), que faz oposição a Uribe e denuncia o fato do atual governo colombiano ter transformado o país no “Cavalo de Tróia” dos Estados Unidos na América do Sul.

Credo, gente louca, sô! E a tal "autodeterminação dos povos"?

Distinção similar se observa no caso do México, onde o PT se relaciona com a oposição ao governo de Felipe Calderón, atual presidente do país e do Partido da Acción Nacional (PAN). O PT, nestes e noutros casos, pode e deve manifestar críticas a estes governos e apoiar abertamente a oposição, atitudes que o governo não pode e não deve adotar.

As principais afinidades temáticas entre partido e governo dizem respeito à defesa da paz mundial, respeito à soberania e autodeterminação dos povos e nações, reforma democrática das instituições internacionais, defesa da integração regional, alianças e relações sul-sul e promoção dos direitos humanos, econômicos, culturais, ambientais e sociais. O que não significa que não possa haver divergências quanto à sua execução, pois é freqüente o governo adotar posições mais comedidas e pragmáticas do que aquelas defendidas pelo Partido, como ocorre normalmente nas discussões internacionais que envolvem direitos humanos, por exemplo.

O PT avalia que a política externa implementada pelo governo Lula faz o Brasil competir com os Estados Unidos. Trata-se de uma competição de “baixa intensidade”, até porque a doutrina oficial do Brasil é de convivência pacífica e respeitosa (“cooperação franca” e “divergência serena”) com os Estados Unidos. Mas, inclusive por se dar no entorno imediato da potência, as atitudes do Brasil possuem imensa importância geopolítica. É o caso da correta e corajosa atitude que o governo brasileiro adotou no caso de Honduras.

A política internacional, a partir de 2010

A onda de governos de esquerda na América Latina e a crise internacional não foram capazes de modificar a natureza do período aberto, ainda nos anos 1980, pela ofensiva neoliberal e pela crise das várias experiências socialistas que marcaram o século passado.

Um sinal disto é o contraste entre a profundidade da crise internacional e capacidade que os grandes Estados capitalistas tiveram para evitar ou retardar, até agora pelo menos, mudanças mais profundas na arquitetura político-econômica internacional.

Hahaha! Há cem anos que eles aguardam ansiosamente a "derrocada do sistema capitalista"... Patéticos.

Outro sinal é a existência de uma contra-ofensiva da direita latino-americana, apoiada pela direita estadounidense e européia. Fazem parte desta ofensiva as bases militares na Colômbia, o golpe de Estado em Honduras, a eleição de Piñera no Chile, a atitude dos militares estadounidenses frente à catástrofe no Haiti, a política de TLCs, a IV Frota, a reafirmação do bloqueio contra Cuba e a estigmatização do governo Chavez. Contra-ofensiva que se alimenta do impacto que a crise internacional teve sobre vários países da região.

Hã????? Entendi direito?A culpa não é do louco beiçola e sim da "poderosíssima" "direita"... Ora, vamos... Chega a ser cômico não fosse trágico que uma MERDA de mentalidade dessa domina o continente. Só no Brasil o comunismo é levado a sério!

Atuamos, agora e no próximo período, nos marcos de uma situação mundial que poderíamos resumir como sendo de crise & transição:

a) crise do ideário neoliberal, num momento em que o pensamento crítico ainda se recupera dos efeitos de mais de duas décadas de defensiva político-ideológica;

b) crise da hegemonia estado-unidense, sem que haja um hegemon substituto, o que estimula o multilateralismo, os blocos regionais e as alianças transversais;

c) crise do atual padrão de acumulação capitalista, sem que esteja visível qual será a alternativa sistêmica;

d) crise do modelo de desenvolvimento conservador & neoliberal na América Latina e no Brasil, estando em curso a transição para o “pós-neoliberalismo”, cujos traços serão definidos ao longo da própria caminhada.

Só balela até aqui. "Neoliberal"? Shit, lugar-comum, desde quando o Brasil, p. ex., não sequer flerta com o liberalismo? FHC não tem NADA de liberal. E a crise econômica foi resultado do DIRIGISMO ESTATAL. Qual a genial solução apontada pelos cocômunas? MAIS ESTADO, oras! Como diria o Nhonho: "Que burro, dá zero pra ele!"

Noutras palavras, uma situação em que os modelos antes hegemônicos estão em crise, sem que tenham emergido claramente os modelos substitutos.

Um elemento central desta situação mundial é a crise do capitalismo neoliberal, na qual convergem: a) uma crise clássica de acumulação; b) o esgotamento da “capacidade de governança” das instituições de Bretton Woods; c) os limites do consumo insustentável da economia estadounidense; d) a dinâmica da especulação financeira.

Não é apenas a economia mundial que se encontra em crise, mas também o meio ambiente: as fontes de energia não-renováveis, devido aos limites físicos de sua exploração e à contribuição que dão para o aquecimento global através da grande emissão de CO2; o fornecimento de alimentos devido à especulação das corporações multinacionais com commodities agrícolas; o fornecimento de água, devido ao aumento populacional, aumento da desertificação e falta de saneamento básico. Estas crises denotam a insustentabilidade do modelo de desenvolvimento implementado pelas grandes potências e não têm como ser enfrentadas meramente no plano nacional.

Estamos em um período mais ou menos prolongado de instabilidade internacional. No curto e médio prazos, a instabilidade está vinculada à crise do capitalismo neoliberal e ao declínio da hegemonia norte-americana. No longo prazo, corresponde à crescente contradição entre a “globalização” da sociedade humana versus o caráter limitado das instituições políticas nacionais e internacionais.

Esta instabilidade faz com que seja mais urgente e, ao mesmo tempo, mais difícil construir alternativas. O velho modelo não funciona adequadamente, mas continua imensamente forte, enquanto os novos modelos econômicos e políticos estão surgindo, mas ainda não conseguem se impor.

Na segunda metade do século passado, a política externa brasileira foi desenvolvida em dois grandes cenários: a “bipolaridade” e a “unipolaridade”, ambos impondo limites e constrangimentos para um grande Estado periférico como o Brasil.

Nos últimos anos, especialmente a partir da crise internacional de 2008, o cenário internacional passa a exibir progressivamente contornos multipolares. Mas, como nos dois cenários anteriores, as grandes potências seguem concentrando imenso poder econômico, militar, midiático e político.

Um exemplo desta concentração de poder é militar: o orçamento dos Estados Unidos responde, sozinho, por metade dos gastos militares totais dos principais países do mundo. As potências utilizam seu poder para: a) retardar ou mesmo evitar reformas que democratizem as instituições internacionais; b) criar instituições e impor acordos que consolidem sua própria hegemonia.

É nesses marcos que vem se travando o debate sobre a renovação do equipamento das Forças Armadas brasileiras, o submarino de propulsão nuclear e a compra de jatos de combate junto à indústria bélica francesa. Cabe ao PT aprofundar sua discussão interna e estimular um debate com a sociedade, sobre os temas da Defesa nacional e regional, bem como sobre os temas da segurança internacional.

Assim como discutiram com a Força Aérea sobre a compra dos caças franceses? TRAIDORES! MENTIROSOS!

A conjuntura imediata é marcada principalmente pela crise econômica mundial e as tentativas de superá-la. Ela se iniciou ainda em 2007-2008 como uma crise financeira e em menos de um ano assumiu as características de profunda crise econômica, conforme apontam os indicadores de recessão, retração da economia global e crescimento do desemprego.

Devido à interdependência da economia globalizada, ela afetou todos os países, embora aqueles cujo crescimento se apóia principalmente nos seus mercados internos, como o Brasil, ou os que adotaram medidas de estímulo ao desenvolvimento local, como a China, sofreram impactos menores e a superaram com maior rapidez.

Apesar de alguns países começarem a apresentar ligeiro crescimento de seus PIBs nos meses finais de 2009, o que vem sendo apresentado por setores da imprensa como indicador de superação da crise, é temerário afirmar que a mesma já passou, inclusive diante da previsão da OIT da perda de mais 15 milhões de postos de trabalho em 2010 e pela ausência de medidas para neutralizar os fatores que provocaram a crise financeira, particularmente, o funcionamento do sistema financeiro e dos paraísos fiscais sem qualquer regulação e controle do Estado.

A crise internacional de 2008 tornou ainda mais legítima e urgente a reforma das instituições internacionais. Em muitas regiões do planeta, a começar por Estados Unidos e Europa, continua havendo retração do emprego, queda da produção, da renda interna e do comércio internacional. Por outro lado, segundo o G20, “as condições para uma recuperação da demanda privada não estão totalmente dadas”, o que significa dizer que o endividamento público continua sendo fundamental para manter o nível de funcionamento da economia, ampliando os questionamentos sobre os efeitos futuros destes déficits bilionários.

Apesar disso e de seguidas declarações e comunicados, os organismos internacionais, o sistema financeiro e os governos centrais retardam ou até mesmo ignoram a necessidade de adotar medidas estruturais contra as causas da crise. O motivo desta postura é óbvio: um combate efetivo às causas da crise teria como subproduto enfraquecer mecanismos que são tremendamente funcionais à condição hegemônica das potências.

A luta por um mundo mais justo e menos desigual passa necessariamente por reformas profundas no funcionamento e nos objetivos das instituições criadas no pós-guerra. É preciso aumentar o peso dos países do Sul e redirecionar os objetivos das instituições internacionais, para priorizar a luta contra as crescentes desigualdades econômicas e sociais e a luta contra a fome e a pobreza. Isto implica, entre outros, apoio às campanhas pela taxação dos fluxos financeiros internacionais como também pelo respeito às normas trabalhistas, por um trabalho decente.

Resultado óbvio: evasão de divisas e mais desemprego.

Até agora, entretanto, a discussão das medidas anti-crise, de reforma das instituições internacionais e do padrão econômico têm sido reconhecidamente limitadas e parciais. É preciso tomar medidas mais ousadas, entre as quais se inclui a necessidade de uma nova moeda internacional.

Particularmente assustador. Depois não digam que não avisamos quando tivermos que pagar nossas contas em "Patacas".

Claro que alterar o status do dólar exige, para além das complexidades técnicas, uma profunda subversão da correlação de forças mundial, motivo pelo qual não se trata de uma questão para a qual haja solução de curto prazo.

Claro, tem que liberar tecnologia nuclear para o Irã antes.

A crise torna mais agudo o tema da migração. Em muitos lugares, particularmente, na Europa, desenvolvem-se posições xenofóbicas, que têm alimentado a direita política, enquanto nos EUA foi construído um muro para tentar barrar a entrada de latino-americanos. Isto quando as empresas americanas e européias se beneficiam do trabalho barato dos migrantes e estes, pelo menos na Europa, aportam três vezes mais para a economia do que custam para se manter, uma vez que eles se encontram sempre em situação de insegurança quanto a sua permanência e integridade.

A diferença é que o muro americano é para NÃO ENTRAR, enquanto o muro da "saudosa" Alemanha Oriental era para NÃO SAIR. Quanta diferença!

Atuando neste contexto de extrema instabilidade, o PT implementará uma política internacional que possui várias dimensões: a) a articulação com organizações e movimentos que compartilham nossos objetivos socialistas, democráticos e populares; b) a mobilização social e o debate ideológico em favor de nossas posições e em defesa de nossas realizações, especialmente do governo Lula; c) a atuação parlamentar e a incidência nos governos, no sentido de materializar nossas políticas.

Destas políticas, destacamos: a) a integração regional; b) o diálogo com outros grandes Estados periféricos, como Índia, China, Rússia e África do Sul; c) a reforma da ONU, do Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e outras instituições do sistema Bretton Woods; d) a reivindicação de uma cadeira permanente para o Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas; e) a proteção dos interesses nacionais, nas instituições e negociações multilaterais (a exemplo da OMC e TNP).

Do ponto de vista regional, o PT contribuirá --observada a legislação brasileira e de cada país-- para que a esquerda latino-americana não perca nenhum governo para a direita; e também contribuirá para acelerar o processo de integração regional e persistir no caminho das mudanças estruturais.

Parte desta contribuição se fará através de uma participação ativa no estudo, na formação de quadros e no debate da estratégia de luta pelo socialismo na América Latina, um debate que deve levar em conta a experiência acumulada da luta popular na América Latina, com destaque para o governo da Unidade Popular no Chile de 1970-1973; assim como exigirá compreender o papel das alianças e o caráter estratégico da integração continental.

A superação do neoliberalismo e também do capitalismo exigirão diferentes estratégias de resistência, de construção do poder e do socialismo. Não significa dizer que todas as estratégias são válidas, mas significa que recusamos a idéia de que exista uma única estratégia válida para todos os locais e tempos. Ao mesmo tempo, sabemos que os processos nacionais terão fôlego curto, se não estiverem articulados numa estratégia continental. Por isto apoiamos as iniciativas que visam acelerar a institucionalização da integração regional, reduzindo a ingerência externa, as desigualdades & assimetrias, seja para atuar internacionalmente como bloco, seja para aproveitar melhor as potencialidades da América do Sul.

Coexistem no continente americano quatro “padrões” de integração:

a) o de subordinação aos EUA, expresso no fracassado Acordo de Livre Comércio das Américas e nos tratados bilaterais de “Livre Comércio”;

A experiência da Nafta (North American Free Trade Agreement, reunindo Canadá, EUA e México) e seus efeitos sobre o México, entre os quais se inclui a expansão do crime organizado e a precarização das condições de trabalho (vide as empresas “maquilas”), confirmam a correção da política brasileira. Por motivos semelhantes, o governo brasileiro tem resistido às pressões por um tratado de comércio com a União Européia, combatendo as políticas protecionistas dos países desenvolvidos e articulando os países em desenvolvimento, na defesa do acesso a medicamentos, quebra de patentes, preservação da educação pública, entre outros. E tem defendido a primazia da associação regional sobre os acordos bilaterais, inclusive por criar melhores condições para a negociação com outros países e blocos existentes no mundo.

b) os acordos sub-regionais, como o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e
Paraguai) e o Pacto Andino (Bolívia, Colômbia, Equador e Peru);

Os acordos sub-regionais, entre os quais o Mercosul, tem uma larga história. Durante a década neoliberal, muitos governos buscaram submeter estes acordos e suas instituições aos paradigmas vigentes, como se fossem passos intermediários para uma futura adesão a Área de Livre Comércio das Américas.

Algumas dificuldades enfrentadas no Mercosul estão relacionadas a essa distorção neoliberal. Outras dificuldades estão ligadas à concepção original, de um acordo entre governos, que tinha como principais beneficiários as empresas multinacionais. O novo estágio da integração requer a construção de instâncias supranacionais que permitam a participação de vários outros segmentos da sociedade politicamente identificados com a integração latino-americana e com a convergência de políticas de desenvolvimento

Foi com este espírito, de convergência de políticas de desenvolvimento, bem como de ampla integração cultural e política, que o governo Lula trabalhou para manter o Mercosul e cooperar com os outros acordos sub-regionais. Se nos anos 1990 a dinâmica do bloco foi dominada pela abertura comercial, atualmente tem prevalecido a integração política, social e produtiva. A criação do Parlamento do Mercosul, a implementação do Fundo de Convergência Estrutural, e a adoção do Sistema de Pagamento em Moeda Local são algumas instituições criadas nesta nova fase da integração regional.

c) a Alba, Alternativa Bolivariana para as Américas (integrada por Venezuela, Cuba, Bolívia, Nicarágua, entre outros);

Surgida recentemente, a Alba --independente do que possamos pensar acerca de sua sustentabilidade interna, da natureza dos acordos firmados, da materialização efetiva e dos efeitos nos países receptores-- expressa um espírito de solidariedade extremamente meritório.

Mas não existe correlação de forças, mecanismos institucionais e situação econômica que permitam ao conjunto dos países da região adotar os princípios da Alba. Embora toda política progressista e de esquerda deva necessariamente envolver um componente de solidariedade e identidade ideológica, a dimensão principal da integração, na atual etapa da história latino-americana, é a dos acordos institucionais entre os Estados.

d) a Unasul, União de Nações Sul-Americanas (integrada por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Guiana, Suriname e Venezuela).

A defesa de uma integração de amplo escopo está por trás da criação da Comunidade Sul-Americana de Nações (2004), cujo nome foi posteriormente alterado para Unasul (2007); do Banco do Sul, instituição de fomento e desenvolvimento, voltada exclusivamente para os países da América do Sul; e a coordenação de políticas de segurança, saúde e educação; bem como a integração da infra-estrutura física, fundamental para a inserção mundial da região e reversão do modelo de dependência econômica e subordinação política sustentado pelas elites conservadoras; bem como a articulação crescente das iniciativas de integração existentes.

O sucesso da Unasul supõe:

i) a cooperação entre governos de diferentes correntes políticas e ideológicas;

ii) o compromisso efetivo das principais economias da região, um dos motivos pelos quais é fundamental a entrada da Venezuela no Mercosul, agora dependente da votação no congresso do Paraguai;

iii) fazer prevalecer o interesse estratégico do Estado, evitando que a dinâmica das grandes empresas privadas coloque em risco os objetivos estratégicos do desenvolvimento com integração;

iv) a institucionalização cada vez maior do processo, inclusive com a constituição de organismos eleitos diretamente pelo voto popular (o que se está buscando viabilizar no caso do Parlamento do Mercosul).

Já foi dito diversas vezes e aqui apenas repetimos que o ambiente progressista e de esquerda, construído em nossa região desde 1998, ofereceu possibilidades imensas e em certo sentido inéditas para todos os programas e estratégias de corte democrático-popular.

Curioso como o termo "democrático e popular" remete a lugares singelos como CHINA, CUBA, CORÉIA DO NORTE, VENEZUELA, URSS, VIETNÃ...

Neste sentido, a primeira tarefa do progressismo em geral e da esquerda latino-americana em particular é preservar esta correlação de forças continental.

É sabido que os governos progressistas e de esquerda da região trilham o caminho do desenvolvimento e da integração, adotando diferentes estratégias e com diferentes velocidades.

Como na Venezuela, onde falta energia, água, produtos de higiene, alimentos...

Logo, é preciso respeitar e conviver com as múltiplas estratégias nacionais; e implementar uma estratégia continental comum, de integração, democracia, desenvolvimento e paz.

Com estes objetivos, devemos implementar uma política de integração de largo espectro, envolvendo projetos de infra-estrutura, comerciais, de coordenação macro-econômica, de políticas culturais, segurança e defesa, bem como a redução de assimetrias.

A solução dos conflitos regionais supõe uma redução da desigualdade, não apenas dentro de cada país, mas também entre as economias de nosso subcontinente. A institucionalidade da integração, tanto multilateral quanto as relações bilaterais, deve estar sintonizada com este propósito.

A redução da desigualdade em cada país supõe enfrentar a "herança maldita" e realizar reformas sociais profundas. Mas isto não é suficiente para eliminar as disparidades existentes entre as economias.

Mais um chavão enjoativo. Será que eles ainda acham o Plano Real uma "herança maldita"? Segundo Mercadante, o plano "afundaria o Brasil"...

O sucesso na luta contra a ingerência externa e a constituição de um bloco fortemente ativo no cenário internacional depende, no limite, de uma política sustentável e continuada de redução das desigualdades & assimetrias regionais.

O que exige forte investimento brasileiro, país que hoje detém aproximadamente metade do território, da população e do produto interno bruto sul-americanos.

As negociações feitas com a Bolívia (gás) e Paraguai (Itaipu), a disposição permanente de negociar com a Argentina e com a Venezuela, entre outros, devem ser vistas, portanto, como integrantes de uma política mais ampla, de “desenvolvimentismo regional” de tipo democrático-popular.

De novo o tal "democrático e popular", agora sobre o roubo da Petrobrás e de Itaipu. Desconfio que tem um "otário" carimbado na testa de cada brasileiro.

Uma política deste tipo, baseada na idéia de que o desenvolvimento do Brasil está vinculado ao desenvolvimento dos países vizinhos, é a melhor forma de superar os temores e preconceitos existentes em alguns países vizinhos.

Conflitos bélicos ocorridos no século XIX, teorias acerca do “sub-imperialismo brasileiro”, a atitude muitas vezes arrogante e predatória de grandes empresas brasileiras, inclusive latifúndios, são utilizados por setores da direita, em vários países, para estimular um “sentimento anti-brasileiro” que na verdade visa retardar o processo de integração, em benefício de terceiros.

Considerando que as assimetrias econômicas só serão superadas no médio prazo, afastar aquele temor exige não apenas que o Brasil assuma parte importante dos investimentos necessários para tal integração, especialmente no âmbito da infra-estrutura, inclusive “a fundo perdido”, mas principalmente que se construa um nível superior de institucionalidade regional, através da Unasul e órgãos correlatos, tais como o Conselho de Defesa Sul-Americano e o Banco do Sul.

Para que o Brasil assuma parte importante dos investimentos necessários para a integração, especialmente no âmbito da infra-estrutura, é preciso que exista em nosso país uma maioria política que perceba as vantagens que o desenvolvimento da América do Sul traz para o desenvolvimento brasileiro.

Trata-se de demonstrar, entre outras coisas, que nosso protagonismo global está fortemente vinculado aos sucessos latino e sul-americano; que a integração regional é importante para o sucesso do projeto democrático-popular em âmbito nacional; que especialmente no presente cenário de instabilidade mundial, os blocos regionais são essenciais.

Parcela das classes dominantes brasileiras rejeita os fundamentos da política externa brasileira, conferindo reduzida importância à integração regional, desejando menor protagonismo multilateral e preferindo maior subordinação aos interesses dos Estados Unidos.

Por isto nossa vitória nas eleições presidenciais de 2010 é condição necessária para a continuidade da atual política externa, para os processos de integração e para o reformismo democrático-popular que desde 1998 ganhou espaço na América Latina.

Quanto aos migrantes, o PT defende a implementação do previsto nas Convenções 97 e 143 da OIT e na Convenção Internacional da ONU sobre a Proteção dos Direitos de Todos os Trabalhadores Migrantes e de suas Famílias.

A estratégia do PT, norteada pela solidariedade, pela garantia de direitos trabalhistas e pelo respeito aos direitos humanos em todas as suas dimensões, deve contribuir para superar o paradigma que considera os emigrantes apenas como sujeitos econômicos e alheios às sociedades de acolhimento.

No governo Lula, os brasileiros e brasileiras que trabalham, estudam e vivem no exterior tiveram importantes conquistas. Foram realizados acordos bilaterais com diferentes países, no sentido de documentar os cidadãos brasileiros no país de acolhimento; acordos previdenciários e outros, como é o caso do acordo de reconhecimento mútuo de carteiras de habilitação com o Estado Espanhol.

É preciso afirmar também que o desempenho do Estado brasileiro em responder às crescentes demandas das comunidades brasileiras no exterior se deve, em grande medida, aos compromissos e políticas do governo Lula, concretizadas através das ações de seus diversos ministérios.

Também pela vontade expressa do presidente Lula, contida na "carta aos brasileiros que vivem longe de casa"; pelas mobilizações e reivindicações específicas e crescentes dos brasileiros(as) no exterior e pela recomendação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre a Emigração Ilegal, instalada na Câmara Federal, foi criada, em finais de 2006, a Subsecretaria-Geral das Comunidades Brasileiras no Exterior, do Ministério de Relações Exteriores.

Apesar do alcance ainda limitado, reconhecemos a importância da iniciativa desta Subsecretaria-Geral, particularmente pela realização dos dois Encontros das Comunidades Brasileiras no Exterior, respectivamente em julho de 2008 e outubro de 2009, que contaram com a participação de representantes de setores do governo comprometidos com as comunidades brasileiras no exterior e interessados na democratização do Estado, servindo de canal de expressão de uma parte dos representantes dos brasileiros/as que se encontram no exterior.

Os avanços foram significativos, mas ainda resta muito por fazer, em prol de uma maior participação dos brasileiros-as que trabalham, estudam e vivem no exterior, com vistas a elaboração de políticas públicas específicas, com destaque para a realização de uma Conferência ampla, democrática e participativa, que reflita os interesses dos brasileiros/as que trabalham, estudam e vivem no exterior.

Diante da força dos fenômenos migratórios, defendemos:

i) a discussão de uma Lei Geral de Migrações, que se traduza na proteção dos direitos de brasileiros no exterior e de estrangeiros no Brasil e na elaboração de políticas públicas para o atendimento de suas demandas, inclusive a ampliação do direito de voto e de representação política.

ii) a criação de uma Secretaria Especial de Apoio aos Brasileiros no Exterior no Governo Federal;

iii) garantir um recadastramento eleitoral permanente e comunicação efetiva das embaixadas e consulados com os brasileiros;

iv) reconhecer o direito à nacionalidade para os descendentes de brasileiros nascidos no exterior;

v) erradicar o tráfico e aliciamento de brasileiros;

vi) criar um setor jurídico de apoio, uma ouvidoria e programas de formação técnica para os funcionários nos serviços consulares.

Ao PT caberá realizar uma intensa campanha para o cadastramento eleitoral dos petistas, simpatizantes e amigos do PT, em cada país sede dos Núcleos com vistas às eleições presidenciais de 2010.

Atribuições e prioridades em 2010

A Secretaria de Relações Internacionais do PT (SRI) tem as seguintes atribuições:

1) contribuir para que o conjunto do Partido dos Trabalhadores, em particular sua direção nacional, elabore e aplique uma política internacional compatível com as resoluções dos encontros e congressos partidários;

Às favas com as Instituições democráticas, o que interessa é o que foi preconizado nos congressos do partido! TRAIDORES, CRÁPULAS!

2) manter um acompanhamento constante da situação internacional (através de atividades de reflexão, interface com instituições especializadas, reuniões com organizações internacionais, visitas periódicas a embaixadas, acompanhamento da imprensa internacional, envio e recepção de delegações internacionais, acompanhamento da atuação das embaixadas brasileiras no exterior);

3) fortalecer a presença do PT no mundo, através dos núcleos, da difusão de material partidário, do contato com os meios de comunicação, do envio e recepção de delegações internacionais, da presença partidária em eventos internacionais. Manter uma rotina de viagens internacionais de dirigentes do Partido, dando ênfase para aqueles países governados por partidos amigos; para aqueles de grande importância estratégica; para aqueles onde a esquerda possui grande força política e eleitoral. Acompanhar as iniciativas relacionadas a integração continental (Parlamento, Cúpulas sociais, reuniões de chefes de Estado). Acompanhar os organismos internacionais que reúnem partidos políticos, com destaque para o Foro de São Paulo. Implementar, em comum acordo com os núcleos de petistas no exterior, as campanhas eleitorais do PT no exterior, bem como propor à direção do Partido a política a adotar no caso das eleições em outros países, nas quais brasileiros de dupla nacionalidade podem votar. Compete a SRI estimular a direção do PT a debater nossa tática nas eleições para organismos internacionais (como o Parlamento do Mercosul);

4) estimular a militância, no PT, de estrangeiros residentes no Brasil e que, em seus países, militam em partidos amigos do PT. Cooperar com os partidos amigos, nos processos eleitorais em que têm direito a voto os estrangeiros residentes no Brasil e os brasileiros com dupla nacionalidade;

5) acompanhar as atividades internacionais desenvolvidas por petistas (em governos, nos parlamentos, movimentos sociais e núcleos de petistas no exterior). Apoiar o funcionamento dos núcleos dos petistas no exterior, no trabalho de difusão das posições partidárias, no cadastramento eleitoral de brasileiros, nas campanhas em defesa dos direitos dos residentes no exterior, no contato com as organizações amigas, no contato com as embaixadas;

6) apoiar a SNAI, no estímulo à articulação da ação internacional dos governos municipais e estaduais dirigidos por petistas. Para tanto, a SRI deve apoiar a SNAI, na articulação dos secretários ou responsáveis por relações internacionais dos governos petistas. Deve, também, elaborar um guia de relações internacionais dos governos locais, como forma de capilarização social dos princípios da política de relações internacionais do PT e de ampliação e qualificação dos setores responsáveis por relações internacionais nos governos petistas. Cabe à SRI, ainda, apoiar técnica e politicamente o grupo de secretários e responsáveis por relações internacionais, na discussão de um marco legal para a cooperação descentralizada, debatendo o tema com nossos parlamentares, visando assegurar uma tramitação rápida e aprovação pelo Congresso Nacional;

7) desenvolver, em conjunto com a secretaria nacional de formação política, com a Fundação Perseu Abramo e com outras instituições, um trabalho de investigação sobre a situação internacional. Criar instrumentos adequados, capazes de acumular conhecimento e produzir estratégias tanto para a relação com a África quanto com a Ásia, para que efetivamente as relações prioritárias se concretizem. Desenvolver, também com a SNFP e com a FPA, um trabalho de capacitação da militância no que toca aos temas internacionais. Preservar a memória da atuação do PT nas relações internacionais. Colaborar na edição do boletim Periscópio Internacional (http://www.fpa.org.br/);

8) Produzir textos de análise e informação sobre a situação brasileira, voltado para os partidos amigos. Compete a SRI, em acordo com a secretaria nacional de comunicação, monitorar os meios de comunicação estrangeiros (no que falam do PT e do Brasil), bem como as editorias internacionais dos meios de comunicação atuantes no país. A SRI deve, também, organizar uma equipe de colaboradores, para elaborar de maneira sistemática textos que defendam as posições do PT quanto à política externa, especialmente a defesa de nosso governo e dos governos amigos;

9) implementar ou participar de campanhas de massa, envolvendo temas internacionais. Estimular a difusão, no PT, do internacionalismo, da solidariedade, da defesa da integração continental, da luta pela paz, do anti-imperialismo e do socialismo.

10) A SRI deve organizar, periodicamente, a Conferência de petistas que atuam em relações internacionais. A SRI deve realizar reuniões periódicas em todas as regiões do país. E promover debates e atividades formativas com a participação de nossos partidos amigos. O Coletivo da SRI realiza também encontros regulares, com a participação de intelectuais e dirigentes convidados, sobre temas relevantes da agenda internacional. A SRI deve realizar reuniões periódicas com os militantes que atuam com RRII no governo federal, nos governos estaduais, nos governos municipais, nos parlamentos, nos movimentos sociais e movimento altermundista. A SRI deve articular sua atuação com as demais secretarias nacionais do PT que têm atuação internacional sistemática, tais como juventude, assuntos institucionais, combate ao racismo e sindical.

A SRI é dirigida pelo secretário/a eleito/a pelo DN e integrante da Comissão Executiva Nacional. Membros do Diretório Nacional podem ser nomeados como secretários adjuntos, para assumir a coordenação dos seguintes departamentos: América; Europa; África; Oriente Médio; Ásia e Oceania.

A SRI e cada um destes departamentos devem constituir coletivos de militantes, de preferência com reuniões descentralizadas nos estados. Enquanto o PT for escolhido para esta tarefa pelo FSP, a SRI deve fazer funcionar a secretaria executiva do Foro de São Paulo.

Cabe ao Diretório Nacional elaborar o plano de trabalho da SRI, com base nas resoluções políticas e organizativas do 4º Congresso, observando a evolução da situação internacional. Dentre as prioridades para o próximo período, o Congresso aponta as seguintes:

1. A Campanha Dilma 2010 no exterior;

2. A mobilização internacional convocada pelo FSM, a próxima edição centralizada do FSM, o Foro Social das Américas (Paraguai) e o Foro Social dos Estados Unidos;

3. O XVI Encontro do Foro de São Paulo, em agosto de 2010, em Buenos Aires

4. As eleições que ocorrerão, nos vários países da América Latina e Caribenha, de aqui até 2012, inclusive a eleição para o Parlamento do Mercosul;

5. A constituição dos departamentos América, África, Europa, Oriente Médio, Ásia e Oceania, com definição de plano de trabalho e dirigentes responsáveis. Promover e consolidar nossas relações com partidos políticos de esquerda e movimentos sociais inspirados por valores democráticos, socialistas e internacionalistas;

A cooperação com o trabalho internacional da JPT, de outras secretarias do Partido, bem como da Fundação Perseu Abramo;

O apoio à reconstrução do Haiti.



Secretaria de Relações Internacionais






Prezados leitores, essa gente baba, essa gente é louca, megalômana e eles estão articuladíssimos contando, inclusive, com a máquina estatal para agirem como bem entenderem, a despeito da Constituição Federal, a despeito dos valores democráticos, morais e políticos e, principalmente, a despeito da vontade da maioria dos brasileiros, ordeiros e conservadores por natureza.
Essa monstruosidade deve ser destrinchada pois é o que eles falam entre quatro paredes. Enquanto estão sob os holofotes da mídia, o discurso é suavizado, e agora, eles já temem menos que antes.
São párias, traidores, fanáticos, apoiadores de genocidas, terroristas que merecem a LATA DE LIXO DA HISTÓRIA.
Sim, amigos, ou façamos alguma coisa AGORA ou essa imundície ocupará o poder e transformará o Brasil numa imensa e patética CUBA.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Brutalidade da "justiça" brasileira

Este vídeo está circulando pela net e mostra de maneira clara e brutal como as leis brasileiras, corrompidas por um feminismo politicamente correto que favorece a mulher a priori, a despeito da eqüidade no tratamento que as leis deveriam prezar para garantir o Estado de Direito e a segurança jurídica de uma nação, massacram a família brasileira.
Uma "justiça" inepta, lenta, injusta, mantida por juristas apáticos, desumanos e detentores de poderes quasi-divinos, criada por legisladores néscios, fabricantes de leis espúrias e brutais.
Vocês, juízes, promotores, advogados, juristas, legisladores et caterva, bando de urubus que se alimentam do sangue de inocentes, atentem a este vídeo, vejam como a vida é brutalizada por trás de seus gabinetes fétidos. Vejam os frutos de suas assinaturas frias. Pensem nisso quando receberem seus salários vitalícios de marajás, parasitas da Nação.
E, se em alguns de vocês houver um lampejo de senso de Justiça, levantem-se e nos ajudem em nossa luta para acabar com o marasmo, a letargia, a injustiça, a sanha ditatorial que se avizinha.
Caso contrário, assumam-se inimigos de Deus, lobos em pele de cordeiro.

Esta é a explicação literal retirada do Youtube:

"ESTE VIDEO SE PASSA EM MINAS GERAIS E NOS DA FAMILIA MORAMOS EM SÃO PAULO .E NESTE DIA ESTVAMOS LÁ"

VALDEMAR É UM HOMEN TRABALHADOR, HONESTO QUE AMA SEUS FILHOS, E NÓS COMO FAMILIA FICAMOS INDIGNADOS COM A FORMA QUE OS FILHOS FORAM TIRADOS DELE PARA FICAR COM A MÃE E SEUS AVÓS, SENDO QUE OS PRÓPRIOS FILHOS NÃO QUERIAM FICAR COM A MÃE (COMO MOSTRA O VÍDEO). EM UM MOMENTO, QUANDO O CARRO É FILMADO DE PERTO, A MÃE SE ENCONTRA DENTRO DO CARRO, E EM NEMHUM MOMENTO ELA SE QUER SE LEVANTOU DO CARRO PARA PEGAR SEUS FILHOS E OS AMPARAR, SABENDO TAMÉM QUE QUANDO AS CRINAÇAS ERAM PEQUENAS, FORAM LEVADAS PELA MÃE PARA FICAR COM SUA FAMÍLIA, E ABANDONOU O LAR POR QUINZE DIAS, E DISSE QUE ESTAVA EM TRATAMENTO MEDICO. MAIS NÃO VOLTOU MAIS COM OS FILHOS PARA CASA . ENTÃO VALDEMAR PEGOU AS CRIANÇAS E LEVOU PARA CASA, MAS ELA VOLTOU COM OFICIAL DE JUSTIÇA E OS PEGOU DE VOLTA. AGORA PEDIMOS A TODOS QUE DIVULGUEM ESTE VIDEO NA TELEVISÃO E AGRADECEMOS DESDE JÁ A TODOS!!!!


Chavez tas ponchao

Um vídeo emocionante. Reparem nas manifestações nos estádios de futebol. Esta é a solução encontrada pelo povo venezuelano para poder manifestar seu descontentamento e sua revolta com menor risco de respostas violentas do governo - é praticamente impossível prender um estádio cheio de gente!
Grandioso, corajoso, verdadeiro. A Venezuela está prestes a começar a sair do pesadelo comunista. Pesadelo ao qual caminhamos a passos firmes.